caipirinha pronta · 2026
ALOBA
caipirinha de verdade, na lata.
01 desafio
construir uma marca que contasse a história de quem a criou.
A ALOBA nasceu da vida da fundadora. Uma mulher preta que abriu caminho num mercado de homens, cresceu com a caipirinha da família no interior e sempre teve o samba por perto. A bebida já existia na cabeça dela. Faltava uma marca à altura dessa história.
Do outro lado estava a categoria. Caipirinha em lata, pra muita gente, é sinônimo de xarope: doce demais, artificial, com cheiro de destilado barato. Quem gosta de caipirinha de verdade desconfia antes do primeiro gole.
O desafio era fazer a ALOBA ser desejada antes de ser provada, sem cair em caricatura do samba e sem inventar um personagem pra parecer que pertence.


02 estratégia
a ALOBA não observa o samba de fora. ela está na roda.
Começamos entendendo onde as conexões da fundadora faziam sentido, onde ela queria ser vista e qual público ia de fato valorizar a bebida dela.
A resposta veio da roda de samba diurna de BH. Quem frequenta o samba raiz valoriza conexão genuína, proximidade, e está cansado do que é performático e artificial. É esse público que entende a diferença entre uma caipirinha feita na hora e uma bebida de xarope.
A palavra que guiou o projeto foi familiaridade. A ALOBA tinha que ter gosto, cheiro e jeito de caipirinha de quintal, de sábado de sol, de mesa de madeira. A promessa ficou simples: a conveniência de um drink pronto, com a verdade de uma caipirinha feita na hora.
No posicionamento, a marca assumiu o que já era dela: a valorização da mulher forte e independente, da cultura preta e da história do samba. Tudo contado com os fatos da fundadora, sem virar slogan.




03 criação
uma loba que uiva sem pedir licença.
Na identidade visual, construímos a personagem da marca: a loba, que representa a mulher forte e independente. É ela que dá nome à ALOBA e aparece de cabeça erguida, uivando, no mesmo gesto do convite que está no rótulo: solte sua voz, uive.
Todo o universo de ilustrações foi desenhado por nós, das principais às secundárias. São recortes chapados, com cortes secos, como papel recortado ou xilogravura: limão, rodela, flor do limoeiro, folhas e galhos. Os objetos da roda, como pandeiro, chinelos e alambique, viram ícones e selos.
A tipografia mistura uma display condensada, com o calor dos cartazes de samba, e uma sans limpa pra conversa. A paleta sai direto da lata: verde escuro, verde limão, amarelo e creme. O resultado é vintage brasileiro, com cor e cuidado, sem ficar caricato.



04 rótulo
parece, tem gosto e é caipirinha.
O rótulo foi pensado pra ser exibido como acessório. A lata sleek de 355 ml leva o verde limão no corpo e o creme no rótulo, com a loba no topo e as ilustrações de limão e flor cortadas pelas bordas.
Cada informação reforça o que a ALOBA entrega: cachaça de alambique, blend de limões, cor verde clarinha no copo. No verso, o texto fala direto com quem já cansou de caipi em lata com gosto de xarope.
Os selos de “pronto para beber” e “com cachaça de alambique” fecham a embalagem com orgulho de insumo, sem prometer o que a lata não entrega.



05 universo
samba no pé, ALOBA na mão.
A marca ganhou um sistema que funciona da lata ao pagode: cartazes de evento, posts, stories, peças de ponto de venda, uniformes e brindes. Tudo fala com a anfitriã que recebe bem e com quem troca o camarote pela calçada.
Entregamos também o guia de marca completo, com estratégia, posicionamento, identidade verbal e identidade visual, pra que qualquer pessoa que produza em nome da ALOBA mantenha a mesma verdade.


